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7 de Dezembro de 2016
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    TRF-4 - APELAÇÃO CRIMINAL : ACR 83225 PR 1998.04.01.083225-0

    PENAL. DOCUMENTO FALSO. ART. 304 DO CP. INÉPCIA DA DENÚNCIA.MINISTÉRIO PÚBLICO. UNIDADE E INDIVISIBILIDADE. ALEGAÇÕES FINAIS.INTEMPESTIVIDADE. NULIDADE. COMPETÊNCIA PARA O JULGAMENTO.MATERIALIDADE E AUTORIA. DOLO. CONSUMAÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA.

    Processo
    ACR 83225 PR 1998.04.01.083225-0
    Orgão Julgador
    TURMA ESPECIAL
    Publicação
    DJ 06/03/2002 PÁGINA: 2434
    Julgamento
    29 de Janeiro de 2002
    Relator
    JOSÉ LUIZ BORGES GERMANO DA SILVA
    Andamento do Processo

    Ementa

    PENAL. DOCUMENTO FALSO. ART. 304 DO CP. INÉPCIA DA DENÚNCIA.MINISTÉRIO PÚBLICO. UNIDADE E INDIVISIBILIDADE. ALEGAÇÕES FINAIS.INTEMPESTIVIDADE. NULIDADE. COMPETÊNCIA PARA O JULGAMENTO.MATERIALIDADE E AUTORIA. DOLO. CONSUMAÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA.

    1. Não é inepta a denúncia que preenche todos os requisitos do art. 41 do CPP, possibilitando ao réu a mais ampla defesa, não lhe trazendo qualquer prejuízo.

    2. O Ministério Público é uno e indivisível (art. 127, § 1º da CF).Significa dizer que o Promotor (ou Procurador) não atua em nome próprio, mas sim como órgão da instituição que representa, podendo ser substituído a qualquer momento, sempre nos termos da lei, sem prejuízo da unidade de seus membros.

    3. Não há falar em nulidade por intempestividade das alegações finais, pois ausente qualquer previsão do CPP nesse sentido.Ademais, não houve qualquer prejuízo às partes decorrente da apresentação intempestiva.

    4. Compete à Justiça Federal julgar o crime de falsificação de documento público cuja responsabilidade de expedi-lo é de entidade pública federal, no caso, o INSS. É irrelevante que a apresentação tenha se dado perante instituição municipal. Configurada a hipótese prevista no inciso IV do art. 109 da CF/88.

    5. Comprovadas a materialidade e a autoria do delito, extrai-se o dolo quando do uso da documentação falsa teria-se, por conseqüência, o benefício direito do apelante como único restante em processo licitatório, pois estariam eliminadas as demais empresas concorrentes se fosse acatada a documentação inverídica.

    6. O delito previsto no art. 304 do Código Penal é crime formal, que não exige resultado para sua consumação. Consuma-se com o uso efetivo da documentação, independente de lograr proveito ou causar dano.7. Substituída a pena privativa de liberdade por duas restritivas de direito, uma sendo a prestação de serviços à comunidade ou à entidades públicas, pelo mesmo prazo da pena privativa de liberdade fixada, e a outra por prestação pecuniária a entidade com destinação social, também pelo prazo fixado para a pena privativa de liberdade.

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    Disponível em: http://trf-4.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/1139019/apelacao-criminal-acr-83225

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